
Sábado, 6 de Junho de 2009
Tapando o Sol com a Internet
Resposta ao editorial da Folha de 06/06/09 intitulado "Moinhos de vento na USP".
Em editorial deste sábado (06/06) a Folha afirma que as manifestações contra a UNIVESP (que implementa o ensino à distância na USP) "equivale a tentar impedir que mais
estudantes, com renda abaixo da média dos alunos da universidade, possam desfrutar dos serviços educacionais da USP."
Sou contra a greve e concordo
com o editorial que a USP é pública, que a PM deve impedir novas depredações do patrimônio público, mas no ponto citado não. Daí em diante acredito que o jornal foi muito superficial em sua análise. Por que um indivíduo de baixa renda teria que se submeter a um ensino à distância enquanto um minoria desfruta da Universidade de fato? Primeiro que os serviços da USP não poderiam ser disponibilizados virtualmente. São vários os projetos sociais de Extensão Universitária realizados lá dentro e que estão abertos à população visando devolver em forma de serviço o que a sociedade paga em tributos para manter nosso ensino (presencial, lógico!). Depois, a UNIVESP irá disponibilizar apenas cursos de licenciatura, ou seja, pobre não pode fazer medicina? ou direito?
O abismo entre a universidade e a população de baixa renda continua. Não é por meio do ensino à distância que se ampliará o acesso à universidade. São necessárias políticas públicas de verdade como a melhoria do ensino de base que forneceria igualdade de oportunidade entre alunos de escolas públicas e particulares na hora do vestibular. UNIVESP, Cotas, Bônus... são todas medidas paliativas que visam disfarçar o problema com superficialidade. Digo isso com propriedade pois sempre fui aluno de escola pública, minha mãe é manicure com uma renda de 700 reais por mês e com muita dificuldade fiz dois anos de cursinho para reparar que, se eu tivesse entrado na universidade sem o cursinho - o que seria impossível - eu jamais sobreviveria lá dentro com o nível de ensino que o estado me forneceu.
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Falsa Polarização:
O Uso do holocausto como arma política.

que habitam a região que eles, religiosamente, consideram deles? Da mesma forma que ahmadinejad tem teve uma postura não condizente com Durban II, Israel também

Este foi o termo usado pelo ministro da igualdade racial Edson Santos para qualificar a
Conferência Durban II. Concordo plenamente com ele, o mundo é complicado demais para ser dividido entre mocinhos e bandidos.
Acredito que existem coisas que explicam , mas não justificam. Judeus foram mortos, torturados e feitos de escravos passando por um período de terror e desumanidade imposta pelos alemães durante a segunda guerra. Isto é fato e mais do crime, é desumano negar uma coisa dessas! Há provas substânciais desta atrocidade. Ahmadinejad pega muito pesado nas palavras ao negar o Holocausto, mas uma coisa que ele diz é fato. Israel tem se usado disto há mais de 60 anos para fazer valer suas exigências.
Conseguiram um país, um território, um protetor.. e querem mais... Não é que o holocausto não tenha existido, mas o uso que Israel faz dele é a maior arma de manipulação em massa que já existiu. Pior até que a televisão! É comparável a uma criança doente. Você já deve ter se deparado com isso, uma criança que pega uma doença muito grave, quase morre, e quando se cura os pais a estragam. Ela começa a poder fazer de tudo, até bater na mãe e quando cresce vira mais um animal no mundo. Israel é parecido.
Afinal, só porque eles sofreram eles tem o direito de impor o mesmo tipo de sofrimento àqueles
que habitam a região que eles, religiosamente, consideram deles? Da mesma forma que ahmadinejad tem teve uma postura não condizente com Durban II, Israel também não teria. As colinas de Golã não foram devolvidas até hoje! Isto é uma atitude de que tipo? É condizente com o discurso de igualdade pregado por Durban II. Existe um muro que divide palestinos e israelenses. Isto não é racismo, xenofobia e intolerância? A própria ONU já qualificou como ilegal, racista e transgressor o muro!
Ahmadinejad pode até estar sendo extremista ao afirmar que o holocausto não existiu. Foi infeliz em sua colocação, mas o que ele tenta expressar é válido. O holocausto que Israel prega aos sete ventos tem sido uma arma para justificar todas as atrocidades cometidas com objetivos geopolíticos e não de instaurar uma igualdade. Todas as nações que deixaram a conferência e repudiaram o discurso de Ahmadinejad estão no jogo de Israel, estão mimando esta criança e fazendo seu jogo, mas não é por inocência: querem parte do bolo que Israel tem conseguido com o Holocausto.
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